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ericnorton
Um Homem Exorcizando Seus Demônios
 
Amor Fraterno

Cowville, Sul de Minas.

 

Casa de Alden, cela número 2.

 

Ian Abercrombie estava amarrado à uma cadeira, acompanhado por seu irmão e Tolo, um de seus operativos.

 

Tolo começou a tortura esmurrando o rosto de Ian e arracando suas unhas. Logo depois, inseriu agulhas grossas na carne exposta, dilacerando assim terminações nervosas que fizeram o irmão menor de Alden urrar de dor.

 

- Ainda não quer falar, irmãozinho? - disse Alden, satisfeito com os gritos de Ian.

 

- Foda-se!

 

Tolo dessa vez chutou-o na virilha. Ian gemeu, mas depois começou a  gargalhar forçosamente.

 

- Tá gostoso, Tolo, faz mais uma vez!

 

- Você só precisa me dizer onde está o colar. Nada mais em você me interessa. Posso muito bem te soltar e deixá-lo voltar para a Europa, ou seja lá onde você estava nesse tempo todo.

 

- Claro, isso vai acontecer. Vai me deixar voltar no seu pégaso particular?

 

Mais um chute, dessa vez no peito.

 

- Já vi cavalos alados.  Mas eles não brancos com asinhas de pombo. Parecem mais seres reptilianos com asas de morcego. Mas estou digredindo.

 

- Para que você quer o colar, Alden? Ele não serve para nada, a não ser que você queira usar um bonito adereço.

 

- Vou te contar, mas só para cultivar nosso espírito de camaradagem. Eu já possuo a tiara. E preciso da outra parte do conjunto.

 

- A tiara não fica bonita com o seu atual colarzinho rosa. Tadinho...

 

Soco no estômago, mas dessa vez dado por Alden.

 

- Não imaginava que você fosse tão estúpido. Me dê a porra da localização do colar!!!

 

Alden não costumava perder a calma facilmente, o que causou profunda surpresa a Tolo.  

 

- Está tudo bem, senhor? - perguntou o lacaio com imensa cautela em sua voz.

 

- Claro. - disse Alden, recompondo-se. - Diga onde o colar está ou você vai sofrer tanta dor que irá desejar morrer.

 

- Dor? Você quer dizer isso aqui? Parece cócegas.

 

Alden começou a esmurrar seu irmão repetidamente, até que foi interrompido.

 

Ding Dong.

 

- A campainha, senhor.

 

- Veja pela câmera de segurança quem está aí.   

 

Tolo saiu da cela. Alden andava para frente e para trás, ansioso.

 

- Escute, Ian, sejamos racionais. O que você quer pela informação? Não precisa mais haver sofrimento para você.

 

Ian cuspiu sangue e uma parte de um de seus dentes da frente no chão, uma espécie de insulto débil mas certeiro.

 

- O colar deve ser muito valioso para você, Alden, e é exatamente por isso que você não vai te-lo. Já deu para perceber que você é um crápula, muito mais do que você já era, e só deus sabe o que você está planejando. Seja lá o que for, não farei nada para ajudar.

 

Alden estava pronto para desferir outro golpe em Ian quando Tolo entrou navamente portando um semblante extremamente preocupado, quase selvagem.

 

- Eles estão aí, senhor!

 
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