Pode-se dizer que muito pouca coisa aconteceu desde meu último post. Nenhum conflito foi criado, os personagens, ainda os mesmos, não se desenvolveram. Sem ganchos ou desenlaces, talvez uma analepse aqui ou ali. Há embriões de mudança, talvez até de uma série derivada, tudo ainda incipiente.
Tomei uma decisão, porém: o blog acaba daqui a exatos 31 posts. O advento do 500 marcará seu fim, de forma simétrica e simbólica. Farei isso pois... eu preciso. Tudo tem que chegar a um fim, não é? Já tive aqui meu auge de prudução, em 2009, escrevi coisas das quais me orgulho, outras que nem tanto, mas fiz aquilo que queria. A vontade de exorcisar meus demônios nesse meio tem sido cada vez menor, meu entusiasmo com trocadilhos infelizes amainou. Ainda serei a mesma pessoa, beberei minha cerveja, levarei relacionamentos e compromissos com a barriga e sempre amarei Ian Gabriel Villaseca não importa o que aconteça. Apenas deixarei de registrar minhas constatações e elocubrações aqui, no Mindsay. Tenho mais alguns posts sobrando e farei cada um deles valer, mesmo que não pareça, mesmo que tudo que eu obtenha deles seja a satisfação de criar um título "estiloso", comemorar uma vitória ou dizer ao Ian como ele foi, é e sempre será meu melhor amigo.
Depois disso, a História Blogueira me espera.
Deal with it.
Rock´n´roll.
Uma quase quebra da quarta parede? A cinessérie Harry Potter foi pelo menos extremamente metalinguística em seu derradeiro capítulo ao ter Dumbledore dizendo que sempre foi perito em formar frases de efeito e que as palavras, mais do que qualquer outra mágica, encerravam poder incomensurável capaz de destruir ou salvar uma pessoa. Há uma inesgotável magia nas palavras e eu, claro, concordo com isso.
Foram as palavras, ou melhor, seu uso por vezes indiscriminado ou mesmo criminoso, que me fizeram chegar até aqui. Oito ponto alguma coisa de média ponderada, estágios maravilhosos, uma carreira legal e, finalmente, uma bolsa de pesquisa PIBIC. Estou feliz, quase realizado. E ponto.
As notícias boas não param por aí: vou ao Japão em dezembro, com meu pai e meus irmãos Lígia e Tiago. Será minha chance de treinar meu japonês e minhas proficientes habilidades marciais, além de poder pilotar um robô gigante.
Voltando ao bruxo britânico (olha a aliteração!) e seu crepúsculo (drink!) cinematográfico, admito que fiquei feliz com o advento do último filme. Desde 2000, que é quando inicialmente me envolvi com a série, percorri um caminho tortuoso para estar onde estou e existem tantos paralelos com os livros dessa trilha que poderia listá-los por linhas a fio até cansar-vos. Me atenho a um, único e unívoco (olha a assonância!), que talvez seja essencial à série e, certamente, a mim: encontrei amizade e amor verdadeiros, e isso tem feito, além da escolha da estrada não tomada, toda a diferença.
Deal with it.
Rock´n´roll.
Post scriptum: Que venha logo Bad Bromance.
A duração de um evento, por limitada que seja, não lhe dimensiona e avalia apropriadamente; conferimos essa condição de diversas maneiras, uma delas por meio de comparações. Exampli gratia, uma Semana de Letras pode não ter o mesmo impacto intelectual, emocional ou financeiro que um singelo Bloomsday organizado por um estudante de Letras em beast mode. Sete dias inteiros não são suficientes se você não tem o olho do tigre.
Falando em dotes felinos, fui escolhido para abrir e tocar a Divina Confraria Cervejeira por um dia inteiro, este sábado ensolarado e promissor. Novamente a duração dessa tarefa não servirá de parâmetro para tudo aquilo que o dia poderá e deverá encerrar. A DCC nunca mais será a mesma após a gestão Caio Oliveira.
Deal with it.
Rock´n´roll.
Post scriptum: Minha saúde, mental e física, melhora a cada dia, meus propósitos parecem renovados e a nuvem negra que pairava sobre mim está se dissipando. Que o segundo semestre seja melhor do que a bagunça que está sendo esse primeiro.
Post post scriptum: Abaixo podem ver uma pequena aventura de Ian Abercrombie e Eric Norton, na vertente pastiche que eu havia primeiramente estabelecido quando comecei a escrever as estórias. Não está boa como elas merecem ser, mas tem o mérito de cumprir aquilo a que ela se propõe, no fim das contas, além de ter me deixado muito feliz pela espontaneidade com que saiu.
And so it´s bloomed.
- Como podemos impedir que um homem exploda?
- Você é o cara que voa aqui. Sabe o que fazer.
- Eu queria evitar a alternativa mais... dolorosa.
- Para quem?
- Bem, para todos nós, mas especialmente para mim, tendo em vista que única coisa que esse tonto precisava fazer era ficar fora de Nova Iorque para isso não acontecer.
- Fizemos um juramento.
- Na verdade não.
- Certo, mas você sabe o que acontece se ele explodir e matar todas essas pessoas.
- Um psicopata assume a presidência dos caras que têm o maior arsenal nuclear do mundo. Não é boa coisa. - Nesse momento, Ian Abercrombie arregaçou as mangas de sua jaqueta surrada e levantou o braço direito em direção ao jovem de cabelo emo prestes a explodir. Girou a mão e uma cápsula de energia se formou ao redor do rapaz momentos antes de uma intensa energia emanar de seu corpo. Frustrada a explosão, ele caiu no chão, e Ian pôde relaxar novamente.
- Esses caras dão trabalho de vez em quando. - disse ele, parecendo estar exaurido. Eric Norton deu-lhe um tapa nas costas e deu uma leve risada.
- Com juramento ou não, é o que temos que fazer. Falando nisso, precisamos cuidar do escalpelador/ladrão de poderes.
- Quem é esse mesmo?
- O psicopata do futuro. Aquele que escapou.
Not of my true love's hair, I have never favored blondes. My mistake? You betcha, because those chicks have way more fun, according to a very well-known saying.
Promessas de vidas melhores. Já tive várias, diversos ensaios errados, uma falta de concretude gritante. Quem disse isso fui eu e não um personagem da sua série favorita.
O fim Planetary não é tão bom assim, uma decepção perceber isso agora.
Lição retirada disso: nunca revisite certas coisas. O conforto da memória ás vezes basta.
Eu gostaria de ser culpado por coisas legais.
E queria que tudo fosse lindo e maravilhoso, verdadeiramente cor-de-rosa, para mim e para você, leitor.
O tempo lá fora está cinza e chuvoso, transportando ao mundo real de maneira eficiente certas nuances de mim, de todos nós.
Sim, eu digito mal. Não por insuficiência alfabética (condição cada vez mais comum nesses dias de internetês e de frequência de leitura cada vez mais baixa) e sim por ser meio atabalhoado mesmo. Para piorar ainda mais as coisas, iniciei e larguei, por mais de uma vez, aquele cursinho básico de digitação por qual muita gente passa. Isso me faz ficar, como diz meu pai e excelente digitador, "catando milho" no teclado, embora o faça com uma velocidade razoável para padrões universitários.
Tudo que acabo de dizer, embora seja de interesse mundial, é só uma desculpa para evitar assuntos sérios que deveriam ser aqui tratados minuciosamente e uma maneira leve de voltar à baila. Minha inatividade estava cansando, por mais paradoxal que isso seja, então precisava escrever alguma coisa, qualquer coisa.
Para quem ainda está acompanhando: comecei a assistir Community, série de comédia metalinguística e intertextual que foi, ainda bem, renovada para seu terceiro ano. Os velhos conhecidos do sistema caioliveiriano de assistir séries em série devem imaginar que terminei as duas primeiras temporadas em menos de uma semana, mesmo com trabalho a fazer e uma vida pessoal extremamente atribulada para tocar.
Bem, é isso por hoje, pessoal. Espero que estejam felizes com meu retorno. Sei que eu estou.
Deal with it.
Rock'n'roll.
O tempo fechou agora nesse início de maio. Chuva intermitente e frio castigam a normalmente ensolarada Araraquara, fustigando assim o meu normalmente ensolarado humor. A rabugice, porém, não é o única mal que me assola.
Dores no cotovelo (conotação zero aqui), mão e em outros lugares; problemas com relacionamentos; dificuldades em escrever. O outono, ao contrário do que eu imaginava, está sendo difícil.
O tempo é de vacas magras. Espero que elas engordem, o sol brilhe e tudo fique mais fácil.
Estou lendo o livro Linguística Cognitiva, de Tom Abreu. É claro que as páginas escondem lições preciosas sobre manufatura de balas de prata e estratégias de fuga contra licantropos, mas há informações úteis provenientes de seu pretexto.
Uma delas é sobre Gestalt. Fechar uma gestalt é cumprir um objetivo imediato que é a razão de uma série de ações aparentemente desconexas. Pensando nisso, adotei essa expressão em seu sentido mais lato e fechei, hoje, uma gestalt. Fechei várias, na verdade, mas a que me refiro foi uma gestaltona. More on that later.
Vim a Barretos nessa data simbólica para, a primeira vista, cumprir minhas penitências. Esse não é meu lugar. Não gosto do clima (em suas acepções diversas), das pessoas, da sensação perene de que posso ser laçado a qualquer instante. Só que aí entrei na casa de minha mãe e tudo se esvaziou de significado negativo e eu percebi que estava em meu lugar.
Deal with it.
Rock'n'roll.
Mais um hiato indesculpável e alguns atos indesculpáveis depois, volto novamente para mais um relato. Viram como esse negócio de rima é chato?
Estou de volta à ativa, pelo menos. Se cair na área é penâlti.
Um monte de coisas aconteceram desde meu último post e tenho a obrigação legal de dizer que não quero relatá-las, pois concernem outras coisas, pessoas, rumores e cuzonices (não só minhas, devo salientar, novamente por motivos legais) que não merecem ser de maneira alguma rememorados nesse veículo consagrado por meia dúzia de pessoas.
Uma delas, relatável, palatável e boa pra cacete, é que escrevi meu projeto de iniciação científica, que foi enviado ao CNPq para apreciação. Se eu ganhar bolsa, meninos e meninas, uma Deus será evocada. Não, isso não é um teísmo fora de lugar. Vão beber cerveja.
Há tempos nem os santos sabem ao certo a medida da maldade. Como poderia eu saber?
Deal with it.
Rock'n'roll.
Post scriptum: sou mais parecido com o Pedro do que quero admitir. Ao contrário dele eu penso e sinto e espero que uma redenção possa ser achada e eu possa encontrar meu caminho.
